Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos

Instituição teve liquidação decretada por violações normativas e risco financeiro, em meio a investigações sobre fraudes ligadas ao Banco Master.
Pontos principais
A liquidação foi motivada por grave comprometimento financeiro e violações legais da instituição.
A Sefer Investimentos é alvo da operação Compliance Zero da PF, que apura fraudes envolvendo o Banco Master.
O Banco Central bloqueou bens de 13 administradores, incluindo Benjamin Botelho de Almeida, e quatro empresas controladoras.
Edison Benedito Alexandre foi nomeado liquidante da corretora, que detém menos de 0,0004% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional.
A Sefer é a oitava empresa ligada ao ecossistema do Banco Master a ser liquidada desde novembro de 2025.
Investigações apontam que a corretora teria atuado como braço financeiro do Banco Master em operações irregulares.
O Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos DTVM, citando a deterioração da situação econômico-financeira da instituição e o descumprimento de normas regulatórias. A decisão, oficializada entre quinta e sexta-feira, formaliza o procedimento administrativo para o encerramento das atividades da corretora sediada em São Paulo, visando resguardar o sistema financeiro e os interesses dos clientes. A medida resultou na indisponibilidade imediata dos bens de 13 ex-administradores, incluindo Benjamin Botelho de Almeida, além de quatro empresas controladoras. O auditor aposentado Edison Benedito Alexandre foi nomeado como liquidante para conduzir o processo de encerramento.
A intervenção ocorre em um cenário de investigações mais amplas, com a instituição sendo citada na segunda fase da operação Compliance Zero da Polícia Federal. Suspeita-se que a corretora tenha atuado como braço financeiro para viabilizar fraudes relacionadas ao Banco Master. Este movimento marca a oitava liquidação de uma empresa vinculada ao ecossistema do Banco Master desde novembro de 2025, evidenciando o aprofundamento das medidas de controle sobre o grupo.
Apesar da gravidade das acusações e da recorrência de casos similares no mesmo grupo econômico, o impacto sistêmico da liquidação da Sefer é considerado reduzido. A corretora detém menos de 0,0004% dos ativos totais do Sistema Financeiro Nacional, o que limita o risco de contágio para o restante do mercado. O órgão regulador segue apurando responsabilidades para eventuais sanções adicionais aos envolvidos, enquanto o liquidante trabalha na apuração dos ativos e passivos da instituição para o processo de encerramento definitivo.



